A experiência de software

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Hoje em dia está muito em voga se falar sobre o desenvolvimento de produtos e serviços de software. Sendo assim as iniciativas e startups estão alta. Mas para quem está no mercado de Brasília (e de alguns outros centros do país) como eu, sabe que a prestação de serviços nas famigeradas "Software Houses" (me recuso a chamar de Fábricas de Software) é bem comum. Porém, este trabalho costuma ser renegado ou, como eu vejo, tratado sob um ponto de vista um pouco equivocado.
Uma fábrica de software artesanal

Onde se enganam tais pessoas é em que elas estão vendendo. Muitas empresas acreditam, de fato, que vendem software. Eu porém digo que isso é não de todo verdade. Se você é um prestador de serviços e constrói software sob demanda, você não vende apenas o software. Aqui não me refiro aos milhões de outros "artefatos" que são empurrados goela abaixo entregues aos nossos clientes. O que vejo é que vendemos algo que não está limitado ao software que vai pra mão (ou seriam servidores?) do usuário. Nós prestamos toda uma experiência ao usuário com relação a como se construir o software.
Usuários se importam com mais que só o resultado final

Seja o seu projeto de 1 mês ou 1 ano. Seja seu processo cascata, RUP ou agile. Seja sua empresa certificada CMMI, MPS.BR ou ISO. Não importa onde você acha que você se encaixe neste mundo louco de desenvolver software para humanos, tenha a certeza que estes humanos participarão do processo. É justamente esta viagem que nos leva a mostrar alguma coisa no monitor que vendemos para estes caras. Assim, esta experiência é um dos pontos mais importantes de sucesso de um projeto. Compreender e ensinar nossos clientes a viver isto é uma tarefa para nós desenvolvedores.
Não fuja das suas responsabilidades

Nós, profissionais de TI, somos mestres em fugir desta responsabilidade. Desenvolvedores evitam falar com o cliente como vampiros da luz do sol. Gerentes blindam o desenvolvimento com atas, acordos e toda a papelada possível. Mas a grande questão é que nos esquecemos que é nosso papel ensinar e compreender como nosso usuário deve experimentar essa caminhada rumo a solução desejada. Independente do cliente ou da equipe envolvida, existe uma interação que deve ocorrer entre as partes. O que eu vejo nestes artifícios criados são muletas de como fugir da responsabilidade que possuímos de cobrar e educar nossos usuários em como se desenvolver o software.

O trabalho entres as partes deve ser conjunto

Não tem como nos desvencilharmos desta questão. Cada uma das partes guarda um pedaço da solução a que todos desejam chegar. Clientes e usuários possuem o conhecimento do que eles necessitam. Por mais que nós desenvolvedores queiramos acreditar do contrário. Desenvolvedores detém a solução que vai atender aquela necessidade. Portanto, se o usuário não está disponível para o desenvolvedor discutir aquela tela linda que ele bolou, não vai ser um belo documento assinado que vai garantir que ela estará certa. Cabe a nós mostrarmos ao usuário que é dele esta responsabilidade. Vale também nós aceitarmos que é parte do cliente nos exigir e demandar qualidade e apreço no que fazemos.

Profissionais de TI e clientes de TI existem aos montes, uns mais duros e moles que os outros. Minha crença é que estas partes tem que se entender em busca de uma convivência. E para que esta convivência exista eles tem que interagir e conversar. Ambas as partes estão interessadas na mesma coisa, software funcionando. E cada parte só saberá o que a outra busca se elas interagirem. Porém, coloco aqui que a responsabilidade maior de buscar tal diálogo reside em nós, desenvolvedores, afinal software é a nossa praia.

Créditos das Imagens

  1. http://www.dailyblessingsfarm.com/
  2. http://tech4therapists.blogspot.com/
  3. http://nellatnci.files.wordpress.com/
  4. http://www.thehousewatchman.com/

Um comentário:

Anderson Fér disse...

Concordo que a maior responsabilidade é nossa (dos desenvolvedores). Mas vejo uma dificuldade imensa em 'driblar' cláusulas de contratos que mais travam do que ajudam, além de achar muito difícil, em alguns casos, ganhar a confiança daquele funcionário que foi 'obrigado' a participar do desenvolvimento do SW e tem milhares de ouras atribuições no contexto da organização. Talvez o nosso maior erro resida no começo da relação; em conseguir explicar a idéia de cliente PRESENTE de verdade. A cada dia que passa, vejo que esse trabalho de Software Houses é muito mais sociológico que tecnológico; nós erramos na forma como interagimos com nosso cliente e na forma como explicamos nosso trabalho pra ele.