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Mostrando postagens com o rótulo Agile

Devemos registrar nossos erros

Hoje eu estava assitindo este TED e uma coisa no discurso da Catarina me chamou a atenção. Foi com relação a como os inventores/cientistas de fundo de garagem tem o hábito de regitsrar tudo o que fazem na internet. Não pelo fato disso estar aberto, coisa que a comunidade de software já tem feito a um bom tempo. Mas muito mais pela parte do "tudo". Pois isto é algo que me chama muito a atenção. Na apresentação ela deixa claro que estes caras não se restringiam a reportar o que deu certo, mas também aquilo que deu errado. Dessa forma, quem está começando já fica alertado de como evitar alguns erros comuns no caminho. Algo que é de grande valia, pois apenas reportar o que dá certo é extremamente restritivo. Tudo bem que essa abordagem indica o caminho mais seguro, mas coloca você dentro de amarras impedem de se experimentar novos caminhos. Conhecer caminhos errados te ajuda a explorar com menos medo estas alternativas. O que me impressiona nisto é que falar sobre os camin...

As 10.000 horas

Eu sempre achei a regra das 10.000 horas bastante interessante. Claro que, como toda generalização, ela não é completa e deixa de fora muitas nuances. Entretanto, ela serve de auxílio a quem almeja aprimorar alguma habilidade. Isso por que ela consite em uma métrica bastante simples e ficando fácil traçar um caminho para alcançá-la. A questão é que esta simplicidade também traz uma grande confusão. Afinal, não basta apenas praticar de forma cega durante todo este tempo para poder ser considerado um especialista em algo. Tome por base dois desenvolvedores que alcançam tal marca. Porém, um deles seguiu todo este tempo codificando aquilo que lhe foi determinado dentro dos limites do seu conhecimento. Já o outro, sempre criticou seu trabalho, buscou formas novas de fazê-lo e melhorá-lo. Seriam ambos tão especialistas após este tempo? Apesar de achar a marca de dez mil horas uma boa meta, acredito que ela falha em traçar os passos intermediários para se chegar até lá. Acredito também q...

Ossobu.co sobre bermudismo

Na edição passada do Ossobu.co eu pude falar um pouco sobre o manifesto bermudista e o " movimento " que é a base dele. Segue a apresentação e o vídeo disponibilizados. Bermudismo - Uma filosofia de trabalho View more presentations from Fabricio Buzeto   Infelizmente o SlideShare está me trolando e impedindo de colocar o audio nos slides. Mas acredito que o vídeo vá suplantar essa falta de maneira porca. Para quem não conhece o Ossobu.co aconselho visitar o site deles e ver alguns outros vídeos. A idéia do evento é trazer pra Brasília uma aura de TEDTalks onde qualquer pessoa pode expor suas idéias e criar um diálogo. As apresentações são curtas e tentam seguir algo no estilo PechaKucha / Ignite . Ele acontece toda última segunda feira do mês e tem sempre contado com os assuntos mais diversos. Pra quem quer expadir os horizontes é uma ótima oportunidade.

O Manifesto Bermudista

Tudo começou com uma brincadeira mas que por fim se tornou algo sério. Comecemos pelo problema então. Quem é de TI deve já ter ouvido falar do Manifesto Ágil . Quem não é, fique tranquilo pois serve a todos da indústria do conhecimento. Pois bem, em seu primeiro princípio temos a seguinte afirmação: Pessoas e Interações sobre processos e ferramentas. Este princípio busca valorizar aqueles que são o que realmente importa no trabalho. As pessoas e como elas interagem entre si. Soa como algo óbvio mas não parece ser. O que mais vemos é processos e ferramentas que buscam preencher o espaço que as pessoas e suas interações, capengas, deixam. Eu poderia discorrer sobre diversas vertentes desse problema mas vou focar aqui em uma das ferramentas mais tradicionais: O código de vestimenta . Talvez você não tenha passado pela experiência de assinar um código de vestimenta seguido pela sua empresa (algo que eu já tive que fazer no passado). Mas é fácil de se observar como, mesm...

WorkChopp Intacto

Olá pessoal! Sou o @andersonfer_ e tô invadindo o blog do Fabricio pra contar sobre um evento muito legal que organizamos na @IntactoSoftware . Como eu ainda não tenho blog (shame on me), pedi permissão pra falar por aqui! Espero que gostem! Depois do #agileBR , todos nós voltamos naquela vontade de distribuir o conhecimento adquirido lá entre toda galera. Então tivemos a ideia de organizar um workshop baseado em uma dinâmica que eu assisti, apresentada pelo Emilio Gutter e pela Alejandra Alfonso . Eu sempre fui muito favorável às dinâmicas, jogos e afins pq acho que têm um poder muito grande de quebrar as resistências das pessoas e fazê-las enxergar os benefícios das metodologias e técnicas ágeis para além dos contextos e projetos em que estão inseridas e consequentemente tentar aplicar esses conceitos no seu dia-a-dia. Optamos por relizar a dinâmica Construindo A Cidade Ágil. Os 2 grupos tinham à disposição papeis coloridos, tesoura e cola pra construir, em 4 sprints de 3 min...

A experiência de software

Hoje em dia está muito em voga se falar sobre o desenvolvimento de produtos e serviços de software. Sendo assim as iniciativas e startups estão alta. Mas para quem está no mercado de Brasília (e de alguns outros centros do país) como eu, sabe que a prestação de serviços nas famigeradas "Software Houses" ( me recuso a chamar de Fábricas de Software ) é bem comum. Porém, este trabalho costuma ser renegado ou, como eu vejo, tratado sob um ponto de vista um pouco equivocado. Uma fábrica de software artesanal Onde se enganam tais pessoas é em que elas estão vendendo. Muitas empresas acreditam, de fato, que vendem software. Eu porém digo que isso é não de todo verdade. Se você é um prestador de serviços e constrói software sob demanda, você não vende apenas o software. Aqui não me refiro aos milhões de outros "artefatos" que são empurrados goela abaixo entregues aos nossos clientes. O que vejo é que vendemos algo que não está limitado ao software que vai pra mão (ou se...

Minha experiência no Dojo Brasília

Como programador este ano foi muito divertido pra mim. Afinal, foi em janeiro que eu comecei a frequentar o  Dojo Brasília . Uma experiência muito rica pra mim que decidi compartilhar um pouco aqui. O convite inicial me foi feito pelo Ian na primeira semana do ano. Eu não topei de início pois não sacava muito a idéia por trás do  coding dojo . Por fim, acabei indo na minha primeira sessão no final de janeiro na qual participei da codificação do Campo Minado . A experiência foi tão boa que acabei viciando. Cheguei, inclusive, a evangelizar um pouco da idéia junto ao Rolim durante a semana de extensão da UnB . Agora o ano se finaliza e chega a hora de fazer uma super retrospectiva de como foi essa experiência. A primeira coisa que me agregou no Dojo foi a experiência de codificar em equipe. Certamente esta é uma oportunidade sem igual. Colocar suas idéias junto as dos demais, isto em um contexto onde todas são analisadas sem filtros, gera uma oportunidade ...

Chefes, Cargos e outros detalhes

Hoje ficou um post um pouco longo, mas acho que vale a reflexão. Chefes Eu já falei a 1 ano atrás sobre por que não acredito na necessidade dos chefes . Recentemente o @faa85 mandou uma série de vídeos clássicos do Waldez Ludwig ( video1 , video2 e video3 ) falando sobre o novo mercado de trabalho (se você não viu, eu aconselho ver). Nem precisa falar que a fala dele é bem alinhada com o discurso do pessoal do manifesto 2.0 . Resumidamente o que ele nos diz é que não existe mais espaço, na indústria da informação, para os antigos capatazes (atuais gerentes), nem antigos escravos (atuais funcionários), e que hoje as relações se moldam de uma forma mais horizontal e guiada pelo conhecimento. Mas isto é chover no molhado. O que me traz a discutir novamente é o fato de que eu realmente acreditava que, nos trabalhos intelectuais, não existia espaço para chefes. Mas tenho visto que isto não é verdade para muitos, e acho que vale abrir espaço para algumas observações que fiz. Prime...

Confiança

"No gift is more precious than trust ." Ditado Jedi Já falei aqui no blog sobre algumas visões minhas em cima de como deve funcionar uma equipe de trabalho. Hoje vou voltar no assunto, mas para falar sobre outra perspectiva, a confiança . Sabemos bem que confiança é a chave para todo tipo de relacionamento. Se você não confia em alguém você não consegue se relacionar bem com esta pessoa. Porém um relacionamento onde tem confiança se desenrola com mais tranqüilidade, gerando melhores resultados (e alegrias) a todos. Muitas vezes nossa relação de confiança nasce de maneira simples e descomplicada. Um bom exemplo é quando você compra algum equipamento. Se alguém próximo lhe indica uma determinada marca, você compra e fica satisfeito, se estabelece um vínculo de confiança junto a marca. Com certeza você estará disposto a indicar esta empresa a outras pessoas, e espera que este vínculo se repita. Muitas vezes esta confiança se estabelece de maneira mais complexa. Recorremos a cont...

Let's Agile UP

Então finalmente eu fui pro lado Agile da força. Na verdade isso era inevitável, só faltava o impulso final para decolar. Mas antes, vale contar a história. Em novembro do ano passado foi-me atribuída os cargos de Diretor de TI e Diretor de GQ ( Garantia de Qualidade ) dentro da Intacto . Abrindo um parêntese, para quem não sabe a Intacto é a empresa da qual faço parte e sou sócio fundador a mais de 3 anos. Por trás destes nomes pomposos estava embutida duas vontades da empresa: Primeiramente, formalizar e aprimorar o controle sobre o processo de desenvolvimento nas duas principais áreas da empresa (Fábrica de Sofware e TV Digital) e aumentar a qualidade dos produtos gerados pela empresa. Sob esta responsabilidade (juntamente com a liderança de um grande projeto que estava à meu encargo) tivemos o início da implantação de algumas políticas de controle dentro da empresa. Estas políticas foram benéficas e trouxeram um maior grau de controle para os líderes dos projetos, e uma maior visi...