Pular para o conteúdo principal

Minha experiência no Dojo Brasília

Como programador este ano foi muito divertido pra mim. Afinal, foi em janeiro que eu comecei a frequentar o Dojo Brasília. Uma experiência muito rica pra mim que decidi compartilhar um pouco aqui.


O convite inicial me foi feito pelo Ian na primeira semana do ano. Eu não topei de início pois não sacava muito a idéia por trás do coding dojo. Por fim, acabei indo na minha primeira sessão no final de janeiro na qual participei da codificação do Campo Minado. A experiência foi tão boa que acabei viciando. Cheguei, inclusive, a evangelizar um pouco da idéia junto ao Rolim durante a semana de extensão da UnB. Agora o ano se finaliza e chega a hora de fazer uma super retrospectiva de como foi essa experiência.


A primeira coisa que me agregou no Dojo foi a experiência de codificar em equipe. Certamente esta é uma oportunidade sem igual. Colocar suas idéias junto as dos demais, isto em um contexto onde todas são analisadas sem filtros, gera uma oportunidade de crescimento incrível. Ao longo das sessões vi que muitos conceitos e hábitos meus estavam muito errados, outros ainda eram válidos e o melhor de tudo, vi muita coisa que desconhecia. Trocar idéia com pessoas experientes como o Pedroso como gente que estava engatinhando no desenvolvimento foi algo bastante valioso.
Com a experiência a gente acaba se expondo pouco a essas trocas de informações com outras pessoas. Passamos a acreditar que o desenvolvimento ao estilo "lobo solitário" é mais "rápido" e parece atender melhor as nossas necessidades. E assim perdemos a oportunidade de nos expormos a esse processo de cruzamento e evolução de idéias.


Eu sempre gostei de ler sobre outras tecnologias e linguagens. Infelizmente não me dei muitas oportunidades de experimentá-las. Durante os dojos pude ter contato com tudo isso além de ter o direito de botar a mão na massa. Codificamos em JavaScript, Perl, C, Java, Ruby e Phyton. Fizemos desde problemas matemáticos a jogos. Brincamos bastante. E essa mistura de tecnologias e projetos pode parecer bizarra a alguns, mas é justamente isto que gera uma oportunidade única. Estando exposto a um novo ambiente, com novos paradigmas, recursos e problemas você fica mais atento aos detalhes e as possibilidades a sua frente. Quando você retorna ao seu código habitual você começa a notar diversas questões que não via antes. É graças a estas situações inusitadas que você se permite vislumbrar novos caminhos. Depois deste ano, meu ferramental como desenvolvedor deu uma bela incrementada.


E um dos principais pontos que foram aprendidos no Dojo foi o TDD. É incrível como esta técnica é unânime entre todos os dojos que você procurar. Mais incrível ainda foi que, apesar de conhecer a técnica de nome a alguns anos, sempre a achei distante da minha realidade. Foi então neste ano que vi o quanto ela é aplicável na maior parte dos contextos em que desenvolvo. Depois de vencida a barreira inicial, e de trazer a mesma para o dia-a-dia, é difícil tirar a técnica do sangue. Hoje já aplico ela a todos os projetos onde tenho que desenvolver (inclusive os legados) e tenho até dificuldade em não usá-la. Codificar com TDD te traz uma segurança enorme que é sentida a cada vez que você roda seus testes e sabe que seu software está garantido.


A cada sessão de dojo estávamos livres para tentar o código que desejássemos. Não tínhamos restrição de tempo ou escopo. Nosso objetivo era chegar no código que mais nos satisfizesse. Chegamos a gastar sessões inteiras apenas refatorando nossos códigos. Assegurados por nossos testes estávamos livres para testar diversas possibilidades e idéias. O importante não era apenas ter um código que rode, mas um código que agrade e agregue.

Tenho certeza que tem muitas outras lições aprendidas durante este meu primeiro ano de Dojo Brasília. Fico no aguarde do ano de 2011 que com certeza trará muitos novos aprendizados. Caso você seja de Brasília, deixo o convite a participar dos nossos encontros. Para isso basta entrar no nosso grupo de e-mail e se apresentar. Caso não seja daqui, procure algum dojo na sua cidade ou crie coragem e inicie o seu.

Imagens retiradas de:
  1. http://templariodatecnologia.files.wordpress.com/
  2. http://sejarealista.files.wordpress.com/
  3. http://diariosdeumsuperman.blogspot.com/
  4. http://www.educacaoadistancia.blog.br/
  5. http://viveoutrasparagens.blogspot.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Suporte para Celular

É engraçado de se pensar que, em 3,5 anos de blog, o post mais acessado do site é o sobre o Suporte para Notebook. Sozinho ele tem quase 3 vezes mais acesso que o segundo colocado. Até hoje eu não sei dizer o por que deste efeito. Apesar disto me orgulho bastante daquele post, afinal além de ter superado minha falta de coordenação motora, ainda cheguei num resultado satisfatório. Já se passaram 2 anos e ambos os suportes se mostram em perfeito estado até hoje.

Pois bem, mas por que ressuscitar este assunto? Na Intacto temos um amigo oculto um pouco diferente, onde cada um tem que fazer seu presente, usando o máximo a sua criatividade. Como eu tirei o Fernando Aguiar, um cara fã de software livre (isso temos em comum). Por isso decidi tentar uma evolução do projeto inicial do Suporte de Notebook (que é aberto e disponível a todos) que elaborei junto ao Marcelo Bassani. Nesta segunda versão usei o Papel Pluma, que apesar de seu valor bem acima que o Paraná (usado anteriormente) resultou…

Aceleração de Startups - Parte 4 - Como melhor aproveitar uma aceleração?

Hoje eu fecho essa série de posts sobre aceleração. Já contei sobre o que é uma aceleradora de estágio semente, onde ela se encaixa no ecossistema e como ela pode te ajudar. Se depois disso tudo, você tenha decidido seguir esse caminho, faltou uma coisa: o que você deve fazer para tirar o maior proveito desse momento. E é isso que vou tentar fazer hoje.

Antes de Aplicar Entenda o momento da empresa Antes de aplicar para um programa, reflita bem sobre o momento. O propósito de um programa de aceleração té auxiliar a empresa a "saltar" para seu próximo estágio. Para fazer isso, é importante entender bem onde se está agora. Isso vai te auxiliar a mirar onde se deseja estar no futuro. Ter noção desses marcos é de grande valia para estabelecer pontos de referência em medir a evolução ao longo do caminho. É imensa a probabilidade que as coisas irão mudar, mas ter esses lugares para se olhar e comparar pode ajudar a direcionar o navio em momentos bons e ruins.

Existem também algun…

Aceleração de Startups - Parte 1 - O que é uma aceleradora?

Costumo dizer que eu já participei de mais programas de aceleração que o aconselhado. Contando com 2018, completei a marca de 5 dessas experiências e acho que já passou da hora de colocar em texto um pouquinho do que vivenciei.

Se você não sabe o que é uma aceleradora de startups, vale muito ler este texto do Tony. Aqui vou focar nos critérios do GAN (Global Accelerator Network) do que é um programa de aceleração.

Termos favoráveis aos Empreendedores Programa de Curto Prazo Orientado a Mentoria Pequenos grupos de trabalho* Oferece espaço físico* Time forte de gestão
Termos favoráveis aos Empreendedores Uma aceleradora tem por propósito ajudar que as startups consigam ganhar corpo em um tempo extremamente reduzido. Daí o termo acelerar. É um extremo contrasenso que ela canibalize as quotas da empresa em um estágio tão crucial. Favorecer os empreendedores é chave não apenas para fomentar que estes corram com o máximo de energia nessa etapa, mas também que tenham fôlego nas etapas futuras para…