Pular para o conteúdo principal

Devemos registrar nossos erros

Hoje eu estava assitindo este TED e uma coisa no discurso da Catarina me chamou a atenção. Foi com relação a como os inventores/cientistas de fundo de garagem tem o hábito de regitsrar tudo o que fazem na internet. Não pelo fato disso estar aberto, coisa que a comunidade de software já tem feito a um bom tempo. Mas muito mais pela parte do "tudo". Pois isto é algo que me chama muito a atenção.
Na apresentação ela deixa claro que estes caras não se restringiam a reportar o que deu certo, mas também aquilo que deu errado. Dessa forma, quem está começando já fica alertado de como evitar alguns erros comuns no caminho. Algo que é de grande valia, pois apenas reportar o que dá certo é extremamente restritivo. Tudo bem que essa abordagem indica o caminho mais seguro, mas coloca você dentro de amarras impedem de se experimentar novos caminhos. Conhecer caminhos errados te ajuda a explorar com menos medo estas alternativas.
O que me impressiona nisto é que falar sobre os caminhos que dão errado é bem raro. No meio acadêmico então,  isso é um imenso tabu. Lembro-me bem do Mestre Qui Gondim (meu orientador da graduação) dizendo que não se devia publicar falhas que não se conhece as correções. No mercado temos visto um movimento pra mudar um pouco o medo de se falar sobre os erros. Como tem feito o pessoal da FailCon. Mas ainda assim, é algo bem embrionário. A galera de código tem o StackOverflow funciona como uma imensa base de coisas que deram errado (e suas soluções). Mesmo assim, sinro falta de ver mais posts (ou mesmo livros) sobre caminhos errados.
Eu sei da existência dos "Livros Negros do XXX" e outros afins. Gosto muito deles, mas são poucos e estes buscam manter na fórmula de indicar caminhos certos (junto com os errados). Reforçando ainda mais que não devemos nos restringir apenas no caminho que já conhecemos. Nosso objetivo deve ser buscar um maior aprendizado, mesmo de experiências soltas. Afinal, como o Alê certa vez me disse : "Alguma informação ajuda mais que nenhuma informação.".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

WorkChopp Intacto

Olá pessoal! Sou o @andersonfer_ e tô invadindo o blog do Fabricio pra contar sobre um evento muito legal que organizamos na @IntactoSoftware . Como eu ainda não tenho blog (shame on me), pedi permissão pra falar por aqui! Espero que gostem! Depois do #agileBR , todos nós voltamos naquela vontade de distribuir o conhecimento adquirido lá entre toda galera. Então tivemos a ideia de organizar um workshop baseado em uma dinâmica que eu assisti, apresentada pelo Emilio Gutter e pela Alejandra Alfonso . Eu sempre fui muito favorável às dinâmicas, jogos e afins pq acho que têm um poder muito grande de quebrar as resistências das pessoas e fazê-las enxergar os benefícios das metodologias e técnicas ágeis para além dos contextos e projetos em que estão inseridas e consequentemente tentar aplicar esses conceitos no seu dia-a-dia. Optamos por relizar a dinâmica Construindo A Cidade Ágil. Os 2 grupos tinham à disposição papeis coloridos, tesoura e cola pra construir, em 4 sprints de 3 min

Formando pessoas desenvolvedoras na bxblue

Eu sempre fui apaixonado por ensinar. Trabalho com a formação e ensino desde 2003, indo desde o ensino das bases de computação até lecionar em cursos de pós-graduação. Estar no dia-a-dia com pessoas que estão no começo da carreira é um mix de satisfação e desafio. Satisfação por você ter a oportunidade de contribuir com um pedacinho tão especial da história daquela que será uma pessoa desenvolvedora no futuro. Desafiadora pelo fato de precisarmos nos despir de aprendizados já superados em nossas mentes e nos esforçamos por enxergar novamente pelos olhos de quem ainda não tem a mesma vivência que você. Por onde passei, eu sempre acreditei que um bom equilíbrio entre profissionais experientes e em formação é a melhor combinação para um time de tecnologia. Isso é benéfico não apenas para a retenção, como também é estímulo para uma cultura de aprendizado e humildade. Cultura essa que favorece o compartilhamento e interação não apenas entre quem faz o software, mas também as demais áreas da

Aceleração de Startups - Parte 2 - Como é o ecossistema ?

Continuando a série sobre aceleradoras, onde na primeira parte  eu falei sobre o que é uma. Hoje vou contar um pouco de como é o ecossistema que a rodeia. Vale ressaltar que o tipo de aceleradora descrita seria melhor definida como sendo uma aceleradora de estágio semente ( seed stage accelerator ) e desempenha um papel bem específico nos "degraus" da escalada empreendedora. Uma das formas visuais mais interessantes de desenhar este caminho é a feita pela Techstars para explicar ela participa nos mais diversos estágios do ecossistema. Jornada empreendedora de acordo com a Techstars. Usando esse desenho como base, vou tentar delinear como alguns elementos se encaixam nesse ecossistema. Vale ressaltar que essa não é uma relação exaustiva, novos tipos de intervenções são criadas a todo momento, antigas caem em desuso mostrando sua constante evolução e adpatação. Aprendizado No nível de aprendizado, o foco está em fomentar o empreendedorismo e a ensinar o básico de al