A arte de criar hábitos

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Somos seres de hábitos. Para muitas pessoas ter uma rotina é algo entediante, para outros é um vício. Eu, sempre tive uma facilidade em manter uma. Porém, o universo sempre conspira para que elas sejam quebradas. Sejam pelo surgimento de novas oportunidades, ou mesmo eventos catastróficos. A grande questão é que minhas rotinas são extremamente importantes para a minha produtividade no dia a dia. Para citar um exemplo: acordar cedo é algo que eu fiz durante a minha vida toda. Ser uma pessoa matutina, enquanto toda a TI é vespertina, sempre me ajudou a avançar nas minhas tarefas do dia.

Pois bem, como estes hábitos são tão importantes, eu sempre acabo me deparando com o problema de quando eles tem que ser quebrados. Isso acontece com uma certa periodicidade. Como quando se sai de férias, ou uma viagem de trabalho. Normalmente, eu retomo tranquilamente ao dia a dia. Mas isso pode ser bem desafiador. Afinal, você pode ganhar um novo hábito em um mês, mas pode perdê-lo em menos de uma semana. Como eu mudei de país duas vezes nos últimos 5 meses, e isso fez minhas rotinas entrarem em parafuso. O esforço de colocar eles de volta nos eixos essas duas vezes me motivou a falar um pouco de como isso aconteceu.

O principal ponto é em como construir estes hábitos. Primeiro falarei do método apresentado no livro "O Poder do Hábito". Vale apontar que uu nunca usei este método, mas acho importante apontar algo com maior embasamento que a minha experiência pessoa. Depois falarei do método que ao qual cheguei empíricamente.
from: mude.nu

Uum Hábito é baseado no ciclo Deixa > Rotina > Recompensa . Resumidamente, tudo começa com um gatilho no seu cérebro, pode ser uma sensação, uma hora do dia (a deixa). Isso dispara uma reação dentro de você que leva a uma ação (a rotina). O resultado desta ação te causa alguma sensação de ganho ou prazer (a recompensa). Entender este cilco é importante, pois o argumento defendido pelo livro é que criar novos hábitos é difícil. Porém, substituir os já existentes por novos é uma tarefa mais simples. Por isso você a sugestão é compreender seus hábitos e substituir algum dos três pontos conforme você deseja.

Por exemplo, vamos analisar o que te leva a ir almoçar todo dia. Você pode ir apenas por que sente fome, ou pode ser por que o número 12 no relógio dispara uma vontade de colocar arroz e feijão no prato. Essa é sua suposição da "deixa" do seu cliclo. Você pode então testar qual das duas deixas mais batem. Por exemplo, tente atrasar seu relógio, caso você continue tendo a vontade de ir almoçar quando bate meio dia, essa pode ser a sua deixa. Encontrada a deixa, o segundo passo é criar uma nova rotina que leve a sua recompensa (a rotina que você deseja). Supondo que você queira iniciar uma atividade física, você pode trocar a ida direta ao restaurante por uma passada na academia. Com o tempo, a sua rotina vai ser trocada e quando os dois ponteiros se encontrarem você vai sentir uma vontade de ir a academia, no lugar de simplesmente ir ao restaurante.

Bem, eu acho este um processo um pouco complicado. Fora que normalmente você não quer substituir um hábito, e sim criar um novo. Meu pressuposto é que todos somos preguiçosos e que os benefícios de fazer nada sempre superam qualquer esforço. É com base nisto que eu trabalho alguns princípios em como construir novos hábitos.

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O primeiro princípio é que um hábito deve ser construído em cima da sensação de que você está ganhando algo. Se você estiver perdendo algo, seu subconsciente vai lutar contra. É por isso que muitos nunca conseguem ter sucesso com dietas. Como exemplo, quando eu comecei a correr eu o fiz por convite de um amigo. Na minha mente eu não estava perdendo nada, de fato estava ganhando um tempo para uma boa conversa. Com o tempo, mesmo quando meu amigo não ia correr, eu ia. Afinal, aquele tempo já estava reservado pra isso.
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O meu segundo princípio é que sempre existirão obstáculos. Você deve eliminá-los um por um até ser vergonhoso você não seguir com sua rotina. Seu cérebro é uma máquina de desculpas. Logo ele vai inventar um monte de argumentos para você não fazer o que você quer fazer. Você tem que atacar esses argumentos da maneira mais fácil possível (lei do menor esforço). Voltando ao meu exemplo. De início eu corria a noite, pois era um horário mais tranquilo. Com o tempo comecei a fraquejar. Minha principal desculpa era que estava muito cansado do trabalho (ou que estava tarde). Decidi então correr pela manhã. Mas eu não queria chegar mais tarde no trabalho. Então comecei a acordar mais cedo. Isso se repetiu com mais 5 ou 6 motivos diferente : Sono, Clima, etc . Fui eliminando um por um até ficar tão fácil de executar que dava vergonha de não levantar e colocar o tênis no asfalto.
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Meu terceiro princípio é que você tenha um motivo. Na verdade ele não é tão importante assim (eu comecei a correr pra acompanhar um amigo =P), mas ter três princípios é mais maneiro que apenas =P
Brincadeiras a parte, ter um motivo te ajuda a seguir em frente quando você tropeça. Fora que a motivação ajuda a que seu novo hábito tenha um sentido de completude. Quando ele se estabelece, você fecha um ciclo benéfico na sua vida. Por exemplo, eu corro por que me ajuda a ter novas idéias, a dormir melhor, a ter mais energia durante o dia. E tudo isso me faz querer continuar com este hábito.

Esses são os passos que eu sigo? Pode ser que não funcione a todos, mas com certeza tem funcionado comigo a um bom tempo, e principalmente nas mudanças que eu tenho passado.

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