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Você tem o direito de errar

É incrível como somos treinados desde cedo a observar nossos erros como algo extremamente ruim. O mundo a nossa volta nos incita a nos envergonharmos desles. Na escola, aprendemos a nos distanciar dos colegas repetentes e de média baixa. O garoto que não conseguem jogar futebol acaba por abandonar a educação física. Com o tempo, descobrimos que o melhor a fazê-los é esconder, fingir que não estão lá ou até mentir. Infelizmente, tais caminhos nos tiram das possibilidades que nosso erros nos proporcionam. Afinal, se errar é humano, negar tais erros deve nos privar de um experiência humana mais rica. A criatividade em prol de nosso ego. É no mundo corporativo que a nossa aversão a errar fica mais clara. É comum em entrevistas de emprego, ou em discussões de trabalho, não se encontrar referências aos erros do proponente. Por outro lado, os erros dos demais são sempre mais claros e expostos. Na minha crença pessoal, vejo que nós nos defendemos de nossos erros com medo qu...

Minha experiência no Dojo Brasília

Como programador este ano foi muito divertido pra mim. Afinal, foi em janeiro que eu comecei a frequentar o  Dojo Brasília . Uma experiência muito rica pra mim que decidi compartilhar um pouco aqui. O convite inicial me foi feito pelo Ian na primeira semana do ano. Eu não topei de início pois não sacava muito a idéia por trás do  coding dojo . Por fim, acabei indo na minha primeira sessão no final de janeiro na qual participei da codificação do Campo Minado . A experiência foi tão boa que acabei viciando. Cheguei, inclusive, a evangelizar um pouco da idéia junto ao Rolim durante a semana de extensão da UnB . Agora o ano se finaliza e chega a hora de fazer uma super retrospectiva de como foi essa experiência. A primeira coisa que me agregou no Dojo foi a experiência de codificar em equipe. Certamente esta é uma oportunidade sem igual. Colocar suas idéias junto as dos demais, isto em um contexto onde todas são analisadas sem filtros, gera uma oportunidade ...

Práticas Efetivas

Um dos blogs que eu mais curto acompanhar é o efetividade.net . Neste último mês está rolando por lá uma série de artigos [1] [2] [3] sobre ferramentas de produtividade pessoal. Nesta série de artigos o Augusto Campos tem chamado bastante a participação do público e eu estive enrolando pra contribuir com a discussão. Porém eu acho que as ferramentas são muito vazias sem conversar antes sobre as práticas e técnicas que as suportam. Vale lembrar que o que vou falar funciona para mim. Deixo esta observação pois acredito que cada um deve buscar as práticas e ferramentas que melhor lhe atendam usando e abusando de adaptações e trocas ao longo de suas vidas e experimentos. Porque? A primeira questão importante é o porque de precisarmos ser efetivos no nosso dia-a-dia. Se você não sente a necessidade, talvez nem precise seguir esta discussão. Mas se sente, sabe que a resposta é bem fácil de se encontrar. Felicidade é chave. Eu acredito fortemente que quando você não é efetivo no seu dia-a...

Chefes, Cargos e outros detalhes

Hoje ficou um post um pouco longo, mas acho que vale a reflexão. Chefes Eu já falei a 1 ano atrás sobre por que não acredito na necessidade dos chefes . Recentemente o @faa85 mandou uma série de vídeos clássicos do Waldez Ludwig ( video1 , video2 e video3 ) falando sobre o novo mercado de trabalho (se você não viu, eu aconselho ver). Nem precisa falar que a fala dele é bem alinhada com o discurso do pessoal do manifesto 2.0 . Resumidamente o que ele nos diz é que não existe mais espaço, na indústria da informação, para os antigos capatazes (atuais gerentes), nem antigos escravos (atuais funcionários), e que hoje as relações se moldam de uma forma mais horizontal e guiada pelo conhecimento. Mas isto é chover no molhado. O que me traz a discutir novamente é o fato de que eu realmente acreditava que, nos trabalhos intelectuais, não existia espaço para chefes. Mas tenho visto que isto não é verdade para muitos, e acho que vale abrir espaço para algumas observações que fiz. Prime...

Mestrado Finalizado

É com muito prazer que no dia 25/06/2010 (apesar da sonolenta participação da nossa seleção contra Portugal) meu mestrado finalmente teve sua última avaliação. Chegando assim em favorável resultado final. Além de agradecer por tudo que passou, o que eu mais queria aqui era contar um pouco como foram esses 3 anos 3 meses e 18 dias de pesquisa. Com certeza você não vai achar nada disso nos meus artigos =P Meu mestrado era uma incógnita desde o princípio. Apesar de muita gente esperar que eu fosse fazer algo do gênero, eu não tinha tal intenção. Tinha acabado de me formar e a Intacto estava indo muito bem e demandando muito esforço. Porém, no dia 07/03/2007 o senhor Alê fez sua defesa do mestrado e eu estava lá. Sua apresentação apresentou o universo da computação ubíqua , o que me deixou bastante animado. O projeto dele apresentava um middleware que focava na integração entre dispositivos baseando-se na adaptabilidade de serviços. O nome desse treco era UbiquitOS e me chamou muito a a...

Por que trabalhar?

Essa é uma questão que deve passar na mente de muitas pessoas e a sua resposta (ou falta dela) é importantíssima para o que você deseja em curto, médio e longo prazo. Mas antes vou contar uma pequena história. Como desempenhar mal seu trabalho Nas duas última semanas passei por uma série de tarefas burocráticas. Eu precisava tirar alguns documentos e como todos sabem isso é certeza de muitas idas e vindas a diversos órgãos, bancos além de ligações e consultas ao google e conhecidos. Nos muitos lugares que visitei, nas muitas filas que dividi com outros que passavam pela mesma odisséia, encontrei diversos funcionários responsáveis por lidar com o público. Muitos mal humorados, de respostas curtas e grossas, outros calmos e prestativos. Dentre estes casos um fator me chamou a atenção e pode ser exibido na seguinte situação: Em um dos órgãos que visitei, era necessário o agendamento de hora para atendimento com um bom tempo de antecedência. Eram 6h40 e eu estava na fila das 7h30. As 6h50 ...

Confiança

"No gift is more precious than trust ." Ditado Jedi Já falei aqui no blog sobre algumas visões minhas em cima de como deve funcionar uma equipe de trabalho. Hoje vou voltar no assunto, mas para falar sobre outra perspectiva, a confiança . Sabemos bem que confiança é a chave para todo tipo de relacionamento. Se você não confia em alguém você não consegue se relacionar bem com esta pessoa. Porém um relacionamento onde tem confiança se desenrola com mais tranqüilidade, gerando melhores resultados (e alegrias) a todos. Muitas vezes nossa relação de confiança nasce de maneira simples e descomplicada. Um bom exemplo é quando você compra algum equipamento. Se alguém próximo lhe indica uma determinada marca, você compra e fica satisfeito, se estabelece um vínculo de confiança junto a marca. Com certeza você estará disposto a indicar esta empresa a outras pessoas, e espera que este vínculo se repita. Muitas vezes esta confiança se estabelece de maneira mais complexa. Recorremos a cont...