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Dicas do Mercado de TI no Brasil

Já fazem mais de dois meses que reuni um time top de amigos para trocar uma idéia online. Essa galera incluia o Saulo Arruda da Jera, Rafael Miranda da HE:Labs, Daniel Wildt da Wildtech e Dairton Bassi , e esse que vos escreve, somando uma vasta experiência no mercado brasileiro de TI. A idéia consistia em discutir um ponto que me incomoda muito nas minhas andanças pelo país: a visão de que o mercado só existe no sudeste. Se quiser conferir o papo na íntegra, vale a pena o play abaixo. Esse é um tema que me cativa muito, pois acredito fortemente que a nossa área de trabalho vive um momento bastante singular. Existe uma demanda reprimida dos mais diversos mercados sedentos por profissionais capacitados. Mais que isso, somos agraciados pela maravilha de podermos produzir nossos trabalho de qualquer lugar do planeta, desde que exista acesso a internet. O que torna a necesidade de nos deslocarmos fisicamente algo irrelevante para a maioria dos casos. No fim a conversa acabou sen...

Sou um Cyborg

Duas semanas atrás vivi uma realidade que levaria muitos a perder os cabelos - meu celular morreu. Ele descarrregou na manhã da segunda feira. Isso resumiu o restante do meu dia a inúmeras de tentativas frustradas de trazê-lo de volta ao mundo dos vivos. Durante um período de pouco mais que seis horas o movimento invonluntário de verificar se tinha recebido alguma notificação se repetiu por inúmeras vezes, encontrando como resposta apenas o vidro negro refletindo minha expressão tristonha. Mas nada temam, Ao final do mesmo dia voltei a usar meu velho Nexus One¹, voltando do exílio para me ajudar até chegar uma alternativa definitiva. Quem lê esse relato deve imaginar que eu não consigo me descontectar. Na realidade, comigo ocorre algo mais distante disso, já que me policio bastante acerca das interupções provocadas pela rede no meu dia a dia. Não recebo notificações de Whatzapp diretamente, meu email é verificado apenas algumas vezes por dia e nas minhas viagens eu abandono, quase ...

Dojo Day Brasília 1ª Edição

Já fazem 5 anos que faço parte do Dojo Brasília , uma galera maneira com a qual tenho aprendido muito e feito bons amigos. Nos últimos anos, as mudanças de horizontes de alguns membros acabaram por tornar as sessões mais raras, mas nem por isso inexistentes . Foi com o intuito de movimentar essa galera, e chamar novas pessoas que no último sábado (11/04/2015) tivemos a primeira edião do Dojo Day Brasília. Foram quase 50 pessoas com os mais variados níveis de experiência. Tínhamos desde iniciantes, assustados de mostrar seu código a frente dos outros até experientes praticantes de TDD e outras boas práticas. Tivemos diversas linguagens e problemas diferentes sendo resolvidos, o que só aumentou as experiencias sendo trocadas. Esse tipo de evento é a maior prova de como uma comunidade não exige muito mais que algumas respostas afirmativas pra seguir em frente. Tudo que foi preciso foi convidar alguns amigos da velha guarda do Dojo Brasília ( Flávio Alves , Júlio Protzek , Bruno...

Que Podcasts estou ovindo agora?

UPDATE: De tempos em tempos atualizo essa lista para fins de histórico e referência. Eu deveria estar falando de livros, afinal eles passam uma maior impressão de cultura certo? Mas os livros que eu leio e a minha opinião sobre eles já existe em um lugar da internet . Eu devia então falar dos blogs que eu sigo, mas nas 10 categorias do meu feedly existem mais de 300 feeds cadastrados. O que daria trabalho demais pra compartilhar aqui. Fora que meu twitter já serve bem pra divulgar os blogs que eu mais curto. Pois bem, podcasts estão em alta. São mal vistos por uns e adorados por outros. Para mim, eles são uma referência de eficiência. Comecei a ouví-los no caminho pro trabalho, trocando aquele "tempo perdido" pela aquisição de informação e entretenimento. Com o tempo comecei a ouvi-los nas corridas e exercícios diários, permitindo que eu tivesse cada vez mais tempo para ouvir mais conteúdo. Pois bem seguindo os moldes que o Andre Faria e o pessoal do Basecamp já ...

Arquitetura evolutiva no Qual Canal

Ontem eu falei de Arquitetura Evolutiva , então nada melhor que dar um exemplo de como isso já ocorreu comigo na prática. Já que nos últimos anos estive trabalhando no Qual Canal , vou usá-lo como exemplo, mas isso já aconteceu comigo em diversos outros sitemas e serviços. Para quem não conhece, o QC é uma ferramenta que fornece inteligência em cima dos comentários presentes nas redes socias sobre programas de televisão. Quando comecei no projeto ele já possuía um código existente. Consistia em um protótipo feito pelo Farinha e Anderson para experimentar como tratar os dados do twitter . Este protótipo já realizava a coleta de dados, inseria em uma base MySQL e gerava um ranking , usando Django . Para quem conhece um pouco de processamento de Big Data sabe que essa não é uma arquitetura ideal esse tipo de serviço. Talvez para alguém mais versado no meio, a primeira decisão seria de jogar esse protótipo fora e começar algo mais robusto. Porém, esse protótipo atendia perfeitame...

Arquitetura Evolutiva tem que respirar

Uncle Bob é um grande defensor da filosofia em que o desenvolvedor deve adiar ao máximo as decisões que criam amarras ao seu código. Esta é considerada prática já estabelecida quando estamos tratando de componentes externos como Bancos de Dados (por mais que alguns não consigam seguir essa filosofia), mas o que Robert quer é ir além, onde nosso código tenha o mínimo de dependência tanto de ferramentas, frameworks até mesmo a  nossa arquitetura de deploy . "A good architect defers the decision about how the system will be deployed until the last responsible moment." http://t.co/JWaKBYh14o — Fabricio Buzeto (@nukdf) December 8, 2014 De início pode não pareceruma tarefa fácil. Como desenvolvedores vivemos uma batalha diária a cada tomada decisão. Estas devem encontrar o equilíbrio entre a sustentabilidade de longo prazo do nosso sistema e a velocidade com que conseguimos colocá-lo no ar . Afinal, o valor presente em um software  cuja a manutenção seja impraticável é t...

Dinheiro não é seu propósito

Faz algumas semanas estava a conversar com um amigo. Durante a conversa ele fez uma crítica sobre uma das bandeiras mais defendidas no movimento de startups. Essa bandeira é a do foco na entrega de valor como o principal motor da sua empresa. De acordo com este colega, isso não passava de marketing e auto-ajuda. Para ele, o objetivo de toda empresa é lucrar, o restante é apenas meios para tal. Seu ponto é que o discurso de querer ajudar seus clientes é muito bonito. Que ele cria uma visão errônea de que uma empresa é uma entidade benevolente, cujo o lucro é apenas uma causalidade. Mas que tudo isso é uma farsa para motivar empregados e consumidores e os afastar da temível verdade. A verdade que empresas buscam apenas potencializar seus lucros da maneira mais eficiente possível. Desbravando os caminhos para sempre crescer seu bolo. Para ele, é rpeciso vencer essa visão "infantil" para que entendamos a realidade como ela realmente é. Eu, particularmente, não concordo com es...