quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Academia versus Mercado

Quando um aluno de nível superior finaliza seu curso [1]. Ele é confrontado com uma decisão bastante importante sobre seu futuro: Seguir carreira acadêmica ou no mercado [2]. A maior parte dos formandos se vêem tentados por seguir a segunda opção ao passo que a primeira ainda é tratada quase como um celibato. Sendo eu uma pessoa que escolheu seguir ambas as carreiras de maneira simultânea [3] gostaria de expor um pouco das minhas idéias acerca do assunto e por que eu acho que ambas são bem complementares.

Ambas as opções tem por objetivo o casamento entre problema e solução. Apesar disto o que temos é que nossas ações de mercado são mais voltadas para o problema que para a solução. Isso é muito bom àqueles que tem sede de encarar a realidade de fato. No mercado você enfrentará problemas reais de clientes reais. Aqui o prazer está em colocar software que funciona na mão do usuário. Porém a solução é normalmente apenas uma ponte e, por mais que tentemos colocá-la em um pedestal, ela fica em segundo plano. Afinal, quando você resolve a dor do seu cliente o melhor caminho é ser "bom o bastante".

Já na academia as ações são mais voltadas a solução que ao problema. O que se busca são grandes avanços na forma de como as coisas são feitas. Tenta-se assim inovar e avançar com a tecnologia para novos rumos. Apesar de estarmos sempre focados em algum problema, na academia a conexão entre a aplicação e o desenvolvimento é mais "solta" que no mercado. É isto que permite uma liberdade maior para experimentação.

Estes pontos são o que eu considero mais importante para quem vai escolher qual dos rumos seguir. Apesar disto, acho que ambas as áreas tem questões que se complementam bastante. Primeiramente temos a grande liberdade para experimentação da academia. Na minha opinião isso é muito facilitado pelo fato que a validação entre solução e problema é realizada através da comunidade (artigos e conferências) ao passo que no mercado o que vale é a relação de consumo. Neste caso, vemos pouca experimentação no mercado já que é muito mais comum se seguir por fórmulas e tecnologias conhecidas evitando riscos financeiros.

Grandes empresas como Google, Facebook e Apple tem aprendido e mostrado como essas realidades se complementam. O que espero é ver mais dessa realidade se espalhando por outras empresas.


[1] : Se o cara for esperto será confrontado com esta questão bem antes disto.
[2] : Se você é de Brasília ainda tem os concursos, mas nem vou entrar neste ramo de decisão que, para mim, é um desperdício de boas mentes.
[3] : Hoje sou muito feliz com meus resultados e aprendizados tanto na Intacto como no UnBiquitous.

Imagens retiradas de:

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ShuHaRi : Aprendendo a Aprender

Todos os dias somos bombardeados com milhões de informações de todos os lados. Dentre elas, muitas dizem respeito a técnicas, práticas e ferramentas que visam ajudar (ou não) a nossa vida e trabalho. Eu já falei aqui sobre várias que me trazem muito apreço. Porém, após escolher quais dessas vamos experimentar, temos a difícil missão de absorvê-las e realmente aprendê-las.

Para mim o Shuhari é uma ótima filosofia a auxiliar neste caminho de aprendizado e incorporação de conhecimento. Ele é composto por três fases distintas em busca do conhecimento de um conhecimento.

Shu : Proteger


Ao começar o aprendizado de uma técnica devemos nos despir de preconceitos e focar no aprendizado de seus conhecimentos. A fase do Shu consiste em guardar os ensinamentos básicos de maneira passional. Segui-los a risca e buscar entender seus porquês para ter um entendimento completo da técnica.

Esta é a fase em que a maioria de nós desiste. Seja por falta de ânimo ou necessidade ou pelo pior dos motivos, a arrogância. Muitos julgam já conhecer o suficiente sem nem ao menos ter arranhado a superfície de um conhecimento pulando, perigosamente, para as demais fases.

Ha : Desapego

Nesta fase começamos a nos desapegar das regras que nos limitam. O conhecimento profundo somado a prática nos permite começar a quebrar os limites da técnica e saber os contextos onde ela melhor se aplica ou não. Esta é uma fase de maturidade onde já somos capazes de tomar maiores decisões sobre aquele conhecimento.

Nesta fase temos um ótimo aproveitamento daquilo que aprendemos. Com a prática e conhecimento ganhamos eficiência e eficácia naquilo que fazemos trazendo melhores resultados.

Ri : Transcendência


Aqui superamos a técnica, a fluidez e naturalidade já fazem parte de você. É aqui que o horizonte se abre a surgimento e casamento com outros conhecimentos. É uma fase de crescimento e aprimoramento.

Relação com outras técnicas


O Shuhari lembra em muito o Modelo Dreyfus. Sendo bastante breve, este modelo divide a evolução da aquisição de uma habilidade em 5 níveis:

  1. Novato: Possui uma rígida aderência as regras a ele ensinadas.
  2. Novato Avançado: Possui um conhecimento vasto sobre as regras porém possui uma limitação em aplicá-las em diferentes contextos.
  3. Competente: Planeja bem as ações em diferentes contextos e já possui uma vivência em um conjunto limitado de situações.
  4. Proficiente: Possui facilidade em se adaptar a diferentes situações e priorizar os aspectos de cada uma.
  5. Especialista: Age de maneira natural e sem entraves entendendo as limitações envolvidas.
Claramente vemos uma correlação entre os níveis 1 e  2 (Shu), 3 e 4 (Ha) e 5 (Ri). E o modelo de Dreyfus é bastante consistente em suas definições com o que vejo na realidade. 

Para mim, a problemática em comparar ambos consiste que Dreyfus é um modelo, e como tal sua maior contribuição é auxiliar na identificação de onde um indivíduo se encontra em sua escala. Ainda assim, é bastante difícil para uma pessoa conseguir se julgar de acordo com este modelo, sendo mais aplicável por um observador externo.

Já o Shuhari é uma filosofia de aprendizado que busca auxiliar em como dominar um conhecimento. Sendo mais fácil (e aconselhada) de ser administrada pelo próprio indivíduo que a busca. Considero essa filosofia algo com uma capacidade bastante aguçada de transformar atitudes, apresentando mais benefícios para quem a busca.

Imagens retiradas de:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Suporte para Celular

É engraçado de se pensar que, em 3,5 anos de blog, o post mais acessado do site é o sobre o Suporte para Notebook. Sozinho ele tem quase 3 vezes mais acesso que o segundo colocado. Até hoje eu não sei dizer o por que deste efeito. Apesar disto me orgulho bastante daquele post, afinal além de ter superado minha falta de coordenação motora, ainda cheguei num resultado satisfatório. Já se passaram 2 anos e ambos os suportes se mostram em perfeito estado até hoje.

Pois bem, mas por que ressuscitar este assunto? Na Intacto temos um amigo oculto um pouco diferente, onde cada um tem que fazer seu presente, usando o máximo a sua criatividade. Como eu tirei o Fernando Aguiar, um cara fã de software livre (isso temos em comum). Por isso decidi tentar uma evolução do projeto inicial do Suporte de Notebook (que é aberto e disponível a todos) que elaborei junto ao Marcelo Bassani. Nesta segunda versão usei o Papel Pluma, que apesar de seu valor bem acima que o Paraná (usado anteriormente) resultou em algo bem agradável.


O resultado final se mostrou bem mais estável que o anterior. Isso por que o Papel Pluma tem 5 mm de espessura (contra 2,5 do Paraná). Além disso seu interior de isopor o torna mais rígido, dando a estrutura menos maleabilidade de movimentos. O fato de ser coberto por um papel mais trabalhado dá um resultado mais agradável no produto final também. E por fim, o Pluma é bem mais fácil de se cortar que o Paraná, levando a bem menos trabalho na confecção. Como desvantagem temos que é preciso mais habilidade, visto que a inclinação do corte tem grande influência no resultado final.



Mas eu não queria deixar de criar algo novo. Então, inspirado por um outro artigo, decidi fazer um suporte para celular. O modelo e resultado se encontram a seguir. Vale o aviso também que as proporções se adequam bem a celulares grandes, como o Galaxy SII que o Fernando possui, mas pode não se encaixar bem com celulares menores.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Baby Steps e o caso do Google Reader


Já falei do meu apreço pelo Google Reader anteriormente aqui. Pois bem, já faz mais de um mês que se anunciou e concretizou a integração dele com o Google Plus. Não adiantou as pessoas reclamarem antes nem depois pois a mudança veio e, como tem se mostrado, vai ficar. Pois bem, aproveito esse tempo experimentando as mudanças para dar meu ponto de vista da situação bem como um pitaco nas estratégias da gigante de Mountain View.

Pontos Positivos


Apesar de tanta reclamação as alterações do Reader existem e são bem clara a mim. A começar pela nova interface. A interface antiga do Reader não sofreu grandes evoluções durante toda a sua história e já estava defasada em pelo menos duas versões da identidade visual do Google. A nova apresentação se mostrou mais limpa e mais agradável a leitura.

Outra vantagem foi a troca do "like" pelo "+1". Apesar de haver divergências entre muitos acerca disso lembro que o "like" não trazia muitos benefícios a nenhuma das partes (leitores e produtores de conteúdo). Com o "+1" temos agora uma ferramenta de feedback integrada, assim que produz conteúdo pode tirar mais proveito do uso da ferramenta e saber o que as pessoas acham dela.

Apesar das desvantagens, o acompanhamento dos seus compartilhamentos pelo Google Plus é mais coeso e fácil de acompanhar do que ocorria com os "commented" de antes ou mesmo pelo Google Buzz.

Pontos Negativos


Aqui são vários mas focarei nos principais. O primeiro e mais grave foi a mudança na forma de compartilhar conteúdo. Ao se integrar com o Google Plus e deixá-lo como única forma de acompanhar o conteúdo de seus amigos a Google mostrou que não compreendia o intuito da ferramenta. Isso pois a mudança para o Plus te obriga a mudar o foco de atenção de uma ferramenta focada em conteúdo para uma focada em interação.

Outro ponto negativo de se usar o Plus é seu péssimo suporte a leitura dos compartilhamentos sempre te obrigando a seguir o link a página original (fora do propósito de um RSS) e com previews muito fracos. Algo estranho de se observar pois nestes dois pontos, apesar de não ser muito bom, o Google Buzz era mais eficiente.

Ainda acerca do Plus, temos o fato de sua leitura misturar tudo quanto é tipo de notificação dos seus amigos (fotos, pensamentos e piadinhas da firma) com conteúdo relevante. O que era uma das vantagens do Reader anteriormente era a sua capacidade de focar o usuário em conteúdo relevante e diferenciado.

Por fim, a interface e usabilidade ainda precisa de melhoras. O problema de se compartilhar em dois passos (ao invés de um) foi resolvido a posteriori mas ainda temos outros detalhes como o mal aproveitamento do espaço (falta a o modo compacto como existe no docs e no gmail) bem como a caixa de pesquisa dos rótulos.

Baby Steps

Engraçado que o lançamento do Plus foi comparado ao falecido Wave. A Google tenta com força ganhar terreno nas redes sociais mas se mostra sempre um passo atrás dos gigantes já estabelecidos e até  novas startups. Na minha opinião isso é devido as estratégias BigBang seguidas pela empresa em seus produtos. Parece que se esqueceram de como é começar com pouco (mas diferencial) e ir escalando a crescendo aos poucos. Um bom exemplo disso é o Google Buzz, ferramenta simples integrada ao Gmail que te agrega apenas o fato de organizar os comentários de seus amigos sobre seus conteúdos (Reader e Twitter por exemplo), a ferramenta teve ótima aceitação. Pena que por concorrer com o Plus, será engolida.

Para mim o Reader foi mais um exemplo de estratégia BigBang mal sucedida. Fazendo um passo de cada vez poderia se ter alcançado melhores resultados. Por exemplo, apenas uma melhoria na interface ou a troca do "like" pelo "+1" já traria evoluções a ferramenta e permitiria analisar a reação das pessoas com as mudanças.

Por fim cabe a nós esperar e ver como será a evolução do Reader pois ou ele ficará capenga como está ou muitos passos pra trás (como no caso do share) serão dados até se corrigir o rumo.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Workchopp II - Qualidade de Código

É isso aí, não satisfeitos de combinar Empresa, Sabado e Cerveja uma vez, decidimos repetir a dose.
Tudo bem que o workchopp foi dia 15/10 e estou atrasado, mas a experiência vale ainda.

Nesse segundo workchopp queríamos juntar a galera de desenvolvimento em prol da qualidade do nosso trabalho. Foram escolhidas então atividades que pudessem trabalhar a nossa visão em cima daquilo que fazemos.

Atividade 1:

A primeira atividade foi o gildedrose em Java. Dividimos os participantes em duplas e fizemos três rodadas da seguinte maneira:

     Primeira Rodada


           Cada dupla teve 5 minutos para ler e estudar o código. Depois cada dupla teve 10 minutos para trabalhar na melhoria da qualidade do código. Ao final nos reunimos e fizemos uma retrô rápida de 10 minutos. Todos acharam 10 minutos muito pouco e nada foi alcançado em cima dos códigos.

     Segunda Rodada


           Pilotos viraram copilotos de outras equipes. Novamente tivemos 5 minutos para discutir, seguidos de 10 minutos de codificação. Ao final, outra retrô de 10 minutos. Desta vez o pessoal botou a mão no código, investindo mais em "extract methods". Uma passada numa bateria de testes mostrou que muitos inseriram erros no código e as melhorias da qualidade (usando PMD) não foram significativas..

     Terceira Rodada


           Trocam os pilotos novamente. Novamente 5 minutos de preparo seguidos de 10 minutos de codificação. Desta vez, as duplas receberam a bateria de testes completa, antes da rodada. Ao final 10 minutos de retrô. Apesar de singelos os comentários, foi notório ao rodar a bateria que a qualidade do que foi modificado aumentou.

Atividade 2:


Nossa segunda atividade foi um Dojo/Handori. Começamos a codificar uma Calculadora de fórmulas em Strings. Foi um pouco corrido (só tinhamos 40 minutos) mas foi possível mostrar um pouco da prática do Dojo e deixar todos codificarem.

Conclusão


Foi um sábado muito bem aproveitado. Foi muito corrido e faltou tempo pra explorar um pouco mais ambas as atividades. Porém, na restrospectiva foi possível notar que o pessoal estava bem engajado nas discussões de evoluir a qualidade dos trabalhos.

Que venham outros workchopps.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Outras ferramentas para produtividade

Já falei anteriormente sobre o que considero como Práticas Efetivas.
Já re-visitei o assunto tanto no que toca como essas práticas se complementam com meu uso das ferramentas do Google bem como das Redes Sociais. Hoje quero focar um pouco no uso de outras ferramentas que estão bem ligadas a essas práticas mas que não se encaixam nessas outras categorias.

Notas/Arquivo - Evernote

Ter sempre a mão um lugar para fazer anotações é algo muito importante. O Evernote possui versões tanto para mobile (iOS, Android) como para os demais SOs (Windows, Mac e Linux-wine). Porém o que eu mais uso é a sua versão mobile e web, que me atendem super bem. Sua versatilidade em armazenar tanto notas de texto como fotos são os recursos que mais uso. Porém ele possui muitas outras capacidades, como o armazenamento de audio, além da recente integração com o Skitch.

Além disto ele serve como arquivo de todas as anotações para consultas futuras. Para isso, organizar seus cadernos e observações de notas ajuda bastante.

Arquivo - Gmail + GDocs

A beleza de se ter tanto espaço de email é que você não precisa deletar nada. Sendo assim, eu sempre tenho meu arquivo de informações sempre a mão. Procuro sempre guardar e compartilhar arquivos usando o Google Docs e o Gmail. Não tenho o hábito de deletar nada destes lugares de maneira que possa consultar posteriormente. É de grande satisfação saber que mesmo hoje eu consigo encontrar documentos de anos atrás com facilidade. Claro que a organização correta dos rótulos auxilia bastante, bem como conhecer o uso das consultas do gmail/docs.

Pomodoro

Já falei anteriormente que o uso da técnica do tomate é um dos fatores que melhoram bastante a minha concentração. Para seguir esta técnica a minha ferramenta favorita é o FocusBooster, uma aplicação simples em AdobeAir (roda em qualquer SO) que é bem compatível com o meu uso da técnica. O que eu considero essencial para usá-la é o fato de ter o cronômetro bem visível e não invasivo, a indicação de cor dos minutos finais e um sinal sonoro bem audível. Isso é tudo que necessito de um pomodoro. Apesar de ser bem focado em usar o FocusBooster deixo a indicação de três outras ferramentas que conheço e que podem servir a quem busca ferramentas mais rebuscadas ou diferenciadas.
  • Tomatoist: Ferramenta web (com extensão para o Chrome). Ideal para quem quer ter seu histórico sempre armazenado.
  • Pomodairo: Ferramenta também feita em AdobeAir (e de código aberto). É bastante completa com suporte a muitas configurações. Seu destaque está no controle da lista de tarefas com contagem de tomates executados, planejados e interrupções.
  • Tomighty: Muito similar ao Pomodairo, porém desenvolvido em Java e com algumas opções distintas de configuração.

Para quem gosta de algo mais móvel existem diversas aplicações mobile. Mas neste caso eu ainda prefiro o meu tomate clássico.

Controle de Tempo - RescueTime

O RescueTime é uma ferramenta muito interessante para te ajudar a encontrar Buracos Negros na sua rotina. Não uso ele a bastante tempo pois sua versão para Linux não é estável, porém as versões para MacOS e Windows são bastante satisfatórias. É bastante simples de configurá-lo, ao final da primeira semana já estará 95% configurado de acordo com o seu uso e rotina. Através de seus relatórios será simples encontrar aqueles sites e aplicações que andam te tirando a atenção e te ajudar a melhorar sua produtividade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GTDwG - Getting Things Done with Google

Eu queria falar um pouco sobre alguns aplicativos que eu uso pra me ajudar a seguir as minhas práticas. Porém achei melhor quebrar um pouco e começar leve falando sobre o GTD. Como detentor de uma Google Account, nada melhor do que tirar proveito do que a plataforma me oferece então vou tentar explicar um pouco de como uso três ferramentas da gigante para manter minhas tarefas em dia.

Caixa de Entrada - Gmail


Eu recebo toneladas de emails todos os dias (a média fica em torno de 100). Claro que eu não preciso ler todos, mas muitos possuem algo relacionado a coisas que tenho que fazer ou informações interessantes. Por isso eu sigo uma rotina bem simples para organizar meus emails:

  1. Uso bem os filtros e rótulos de mensagens. Eles me dizem o que é mais importante de cara. Afinal, o rótulo da galera da faculdade não precisa ser checado com tanta presteza quanto o do projeto em que você está trabalhando. Além disso, a coloração dos rótulos ajuda a ver a gravidade de cada assunto.
  2. Se não eu não quero ler, marco como lido ou mando pra lixeira. Simples e ponto. Normalmente marco apenas como lido, se algum dia retornar continuará armazenado.
  3. Se já sei o que fazer, ou faço ou coloco nas tarefas (Veremos mais a frente).
  4. Se é importante dedicar mais tempo a ele, para então definir o que fazer, deixo como não lido. O que marca que ele não foi tratado propriamente.


Eu procuro seguir uma política de Zero mensagens não lidas. Isso é bem importante caso você queira evitar a falência do seu email, mas mais importante ainda para seguir estes passos. Afinal, aquele número entre parênteses e o rótulo em negrito me incomodam. Considero isso muito importante para que este processo dê certo, cada item não lido é algo "solto" no ar.


Listas - Google Tasks


Existem inúmera alternativas ao GTasks, porém o fato dele vir integrado ao Gmail é insuperável. Deixando ele sempre aberto, toda vez em que você visitar a sua caixa de entrada você estará em contato direto com o que tem que fazer. Assim, utilizo esta ferramenta de acordo com as seguintes práticas:
  1. Mantenho a lista sempre priorizada (mais prioritários primeiro), para poder sempre ver.
  2. Se a tarefa está relacionada a um email, deixo o relacionamento explícito usando o comando "Add to tasks"
  3. Coloco nomes claros e uso as descrições somente quando necessário (normalmente quando não tem email relacionado). Isso é importante para evitar de ter que "re-processar" o assunto quando for executá-lo.
  4. Se concluir uma tarefa, apenas a marco. Evitar de ter uma tarefa muito grande e deixar de marcar meu avanço nela.
  5. Todo início de dia, limpo as tarefas concluídas no dia anterior.
  6. Reviso a lista com frequência. Ao menos uma vez na semana.
Eu possuo uma lista pessoal e uma profissional, para evitar confusões. Mas ter o menor número possível de listas é um bom hábito.


Agenda - Google Calendar


A agenda no GTD não é igual sua agenda de compromissos. Sua real função é controlar tarefas que possuem uma data para ocorrer (e não um deadline). Por isso sigo dois passos claros aqui:

  1. Tarefas com data para ocorrer são marcadas com tal (Usando o campo de data do próprio GTask).
  2. Emails ou assuntos que não podem ser tratados vão para o Calendário e um aviso é agendado para cair no email (e será então tratado).
Nunca coloque deadlines como datas na sua agenda, senão você não terá tempo de alcançar seu objetivo. No lugar disso, divida bem as tarefas para alcançar sua meta. Outra coisa é usar bem as configurações das notificações do GCalendar. Normalmente coloco o aviso por email com a antecedência que desejo re-processar o assunto, assim ele voltará a minha caixa de entrada quando necessário.


Suporte Mobile
Por fim, a beleza de se ter um smartphone (e no meu caso um Android) é que se tem acesso a tudo isso onde você estiver. Não importa onde estou, adicionar uma tarefa, compromisso ou anotação é simples e indolor. Isso é muito importante pois elimina a preguiça existente para se executar qualquer uma destas atividades, além de ser extremamente prático.


Lembro que toda prática de organização pessoal deve ser lida com muita crítica. Se você gostou de alguma, experimente e adapte para você de maneira que lhe agrade e funcione.