Por que não ficamos quietos?

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Recentemente o Rafael Miranda escreveu um ótimo post. O assunto gira em torno de como muitos se impressionam com quem busca estar sempre se aprimorando. Mas estas nunca se dedicam pra que isso aconteça com elas mesmas. Aconselho que você leia, acho curiosa a conclusão das pessoas com quem o Rafael se encontrou.

Pessoas que buscam sempre se aprimorar são aquelas que não estão satisfeitas com o que tem ou sabem. Sempre estão se atualizando, realizando projetos pessoais, se encontrando com outras pessoas que compartilham essa visão. Esse tipo de pessoa não consegue diferenciar trabalho de lazer. Afinal, quando eu tiro duas horas da minha semana para participar de um Dojo, faço isso por causa da minha profissão ou por que eu gosto? Quando se faz aquilo que gosta é bem difícil desenhar uma fronteira que separe estes mundos. Existe uma imensa zona cinza de coisas que você faz por que gosta mas que influenciam a sua vida profissional. Um verdadeiro ciclo virtuoso.

Pois bem, eu tenho a sorte de estar rodeado por pessoas incríveis que vivem esta mesma realidade. Mas é fácil encontrar pessoas que não vivem esta realidade. E quando isso acontece, o choque de universos faz você se sentir como o Rafael. Se você tem dificuldade de mentalizar essa outra, aconselho ouvir um pouco de Max Gehringer e verá como é este "outro" universo.

Mas por que isso acontece?

Na minha opinião tudo isso tem a ver com o horizonte das pessoas. As pessoas sempre estão em busca de um objetivo na vida, por mais abstrato, vago ou indefinido que ele seja. Ao longo da nossa vida, nossos horizontes mudam, mas existe um ponto em que muitos simplesmente se satisfazem com algum horizonte e permanece com ele.

É isso que ensinamos em nossas escolas

Eu estudei em escolas pública quase toda a minha vida. Nessa época grande parte dos meus colegas de classe eram de classes mais baixas. O horizonte deles era apenas formar e arrumar um emprego, pouquíssimos pensavam em entrar em um faculdade.

Na faculdade, o horizonte de todos era se encaixar no mundo corporativo. Para outros era passar em um concurso público. Para mim, era descobrir o que eu podia fazer com o que eu estava aprendendo. Eu me apaixonei por computação. Tudo parecia tão mágico, eu podia fazer tudo: ser acadêmico, ou trabalho corporativo. nesse tempo eu trabalhei em um laboratório, numa escola, em empresa até ser convidado a abrir a minha própria com um grupo de amigos.

No mundo corporativo, o horizonte mais comum é a aposentadoria. A maior parte das pessoas vê seu trabalho apenas como um meio para chegar no ponto onde ele não será mais necessário. São 8h por dia para poder descansar no fim dele. São 5 dias por semana para poder fazer o que gosta no final de semana. São 11 meses no ano para poder curtir sua família. Por fim, são 35 anos de trabalho para poder aproveitar a vida. Claro que muitos traçam outros horizontes no meio do caminho: uma posição melhor, um salário melhor. Nesse caminho essas pessoas aceitam muitas fórmulas propostas para chegar lá, mas o horizonte é o mesmo.

Agora qual o horizonte de quem não se encaixa nessa fórmula? Esta são pessoas que enxergam um horizonte que é totalmente diferente a cada dia. Estas são pessoas fazem um trabalho diferente todo dia. São pessoas que não pensam em aposentadoria, afinal eu já estão aproveitando a vida hoje. Que buscam melhorar o universo que está a sua volta. Esse tipo de pessoa, é inquieta e não se satisfaz com o que lhe é dado. Mais que isso, essa pessoa incomoda quem está ali só de passagem. Afinal, quando você muda o mundo, você atrapalha o caminho seguro que essa pessoa construiu.

Mas não me entendam mal, eu acho que existe um lugar no mundo para todas essas pessoas. É fácil quem não vive neste mundo criticá-lo. Porém, também acredito que cada dia mais, os acomodados devem temer as estabilidade de seus horizontes. Já dizia Seth Godin:

"Conformidade é para as máquinas. 
Se você é igual, você é substituível. 
Se você é diferente, você é único!"

Eu acredito que aqueles que apostam na conformidade ainda vão ter espaço na nossa sociedade por um bom tempo. Mas acho que cada dia esse espaço vai diminuir. Como alguém de tecnologia eu acredito que ela será cada dia mais usada para trazer mais significado a vida das pessoas. E neste tipo de mundo, a conformidade terá menos espaço.


A arte de criar hábitos

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Somos seres de hábitos. Para muitas pessoas ter uma rotina é algo entediante, para outros é um vício. Eu, sempre tive uma facilidade em manter uma. Porém, o universo sempre conspira para que elas sejam quebradas. Sejam pelo surgimento de novas oportunidades, ou mesmo eventos catastróficos. A grande questão é que minhas rotinas são extremamente importantes para a minha produtividade no dia a dia. Para citar um exemplo: acordar cedo é algo que eu fiz durante a minha vida toda. Ser uma pessoa matutina, enquanto toda a TI é vespertina, sempre me ajudou a avançar nas minhas tarefas do dia.

Pois bem, como estes hábitos são tão importantes, eu sempre acabo me deparando com o problema de quando eles tem que ser quebrados. Isso acontece com uma certa periodicidade. Como quando se sai de férias, ou uma viagem de trabalho. Normalmente, eu retomo tranquilamente ao dia a dia. Mas isso pode ser bem desafiador. Afinal, você pode ganhar um novo hábito em um mês, mas pode perdê-lo em menos de uma semana. Como eu mudei de país duas vezes nos últimos 5 meses, e isso fez minhas rotinas entrarem em parafuso. O esforço de colocar eles de volta nos eixos essas duas vezes me motivou a falar um pouco de como isso aconteceu.

O principal ponto é em como construir estes hábitos. Primeiro falarei do método apresentado no livro "O Poder do Hábito". Vale apontar que uu nunca usei este método, mas acho importante apontar algo com maior embasamento que a minha experiência pessoa. Depois falarei do método que ao qual cheguei empíricamente.
from: mude.nu

Uum Hábito é baseado no ciclo Deixa > Rotina > Recompensa . Resumidamente, tudo começa com um gatilho no seu cérebro, pode ser uma sensação, uma hora do dia (a deixa). Isso dispara uma reação dentro de você que leva a uma ação (a rotina). O resultado desta ação te causa alguma sensação de ganho ou prazer (a recompensa). Entender este cilco é importante, pois o argumento defendido pelo livro é que criar novos hábitos é difícil. Porém, substituir os já existentes por novos é uma tarefa mais simples. Por isso você a sugestão é compreender seus hábitos e substituir algum dos três pontos conforme você deseja.

Por exemplo, vamos analisar o que te leva a ir almoçar todo dia. Você pode ir apenas por que sente fome, ou pode ser por que o número 12 no relógio dispara uma vontade de colocar arroz e feijão no prato. Essa é sua suposição da "deixa" do seu cliclo. Você pode então testar qual das duas deixas mais batem. Por exemplo, tente atrasar seu relógio, caso você continue tendo a vontade de ir almoçar quando bate meio dia, essa pode ser a sua deixa. Encontrada a deixa, o segundo passo é criar uma nova rotina que leve a sua recompensa (a rotina que você deseja). Supondo que você queira iniciar uma atividade física, você pode trocar a ida direta ao restaurante por uma passada na academia. Com o tempo, a sua rotina vai ser trocada e quando os dois ponteiros se encontrarem você vai sentir uma vontade de ir a academia, no lugar de simplesmente ir ao restaurante.

Bem, eu acho este um processo um pouco complicado. Fora que normalmente você não quer substituir um hábito, e sim criar um novo. Meu pressuposto é que todos somos preguiçosos e que os benefícios de fazer nada sempre superam qualquer esforço. É com base nisto que eu trabalho alguns princípios em como construir novos hábitos.

Photo Credit: theloushe via Compfight cc

O primeiro princípio é que um hábito deve ser construído em cima da sensação de que você está ganhando algo. Se você estiver perdendo algo, seu subconsciente vai lutar contra. É por isso que muitos nunca conseguem ter sucesso com dietas. Como exemplo, quando eu comecei a correr eu o fiz por convite de um amigo. Na minha mente eu não estava perdendo nada, de fato estava ganhando um tempo para uma boa conversa. Com o tempo, mesmo quando meu amigo não ia correr, eu ia. Afinal, aquele tempo já estava reservado pra isso.
Photo Credit: José Encarnação via Compfight cc
O meu segundo princípio é que sempre existirão obstáculos. Você deve eliminá-los um por um até ser vergonhoso você não seguir com sua rotina. Seu cérebro é uma máquina de desculpas. Logo ele vai inventar um monte de argumentos para você não fazer o que você quer fazer. Você tem que atacar esses argumentos da maneira mais fácil possível (lei do menor esforço). Voltando ao meu exemplo. De início eu corria a noite, pois era um horário mais tranquilo. Com o tempo comecei a fraquejar. Minha principal desculpa era que estava muito cansado do trabalho (ou que estava tarde). Decidi então correr pela manhã. Mas eu não queria chegar mais tarde no trabalho. Então comecei a acordar mais cedo. Isso se repetiu com mais 5 ou 6 motivos diferente : Sono, Clima, etc . Fui eliminando um por um até ficar tão fácil de executar que dava vergonha de não levantar e colocar o tênis no asfalto.
Photo Credit: familymwr via Compfight cc
Meu terceiro princípio é que você tenha um motivo. Na verdade ele não é tão importante assim (eu comecei a correr pra acompanhar um amigo =P), mas ter três princípios é mais maneiro que apenas =P
Brincadeiras a parte, ter um motivo te ajuda a seguir em frente quando você tropeça. Fora que a motivação ajuda a que seu novo hábito tenha um sentido de completude. Quando ele se estabelece, você fecha um ciclo benéfico na sua vida. Por exemplo, eu corro por que me ajuda a ter novas idéias, a dormir melhor, a ter mais energia durante o dia. E tudo isso me faz querer continuar com este hábito.

Esses são os passos que eu sigo? Pode ser que não funcione a todos, mas com certeza tem funcionado comigo a um bom tempo, e principalmente nas mudanças que eu tenho passado.

Empreender é buscar significado

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Uma grande mal entendido que eu vejo na nossa cultura é que o conceito de empreender está diretamente ligado ao de ser empresário. Essa conexão é extremamente forte, e compreensível, mas não é uma verdade. Contraditóriamente, uma das definições que eu mais gosto sobre empreendedorismo vem de um livro que faz exatamente esta confusão:



O empreendedor é aquele que se move num mundo incerto para aqueles que trabalham para ele acreditarem estar num mundo seguro.


Se você trocar a parte do "para ele" para "com ele" chegamos ao que eu acho que seria uma boa definição. Nesta definição vemos que a grande habilidade do empreendedor gira em torno de navegar por águas incertas. A busca pelo desconhecido é algo que salta aos olhos deste tipo de pessoa. Quem se enquadra nesta definição não se limita apenas aquilo que está a sua volta. Mais que isso, ele não consegue apenas viver dentro de bases sólidas. Algo dentro dele impulsiona a buscar novas aventuras.


Este tipo de habilidade é extremamente necessária para quem está à frente de uma empresa, mas não deve se limitar aí. É errado de pensarmos que apenas os grandes dirigentes sentem possuem esta necessidade, mas ela também é presente em todas as pessoas. Ao meu ver, ela apenas não é nutrida de forma correta. No livro "O Poder do Hábito" temos o seguinte experimento científico:


Dois grupos de estudantes universitários famintos foram colocados em frente a uma fornada de biscoitos recém assada. Ambos os grupos eram instruídos a não comer os biscoitos. Porém a um dos grupos foi informado que o experimento começaria em breve e que gostariam de ouvir sugestões de como melhorá-lo. Após sofrerem a tentação, os estudantes eram submetidos a testes de concentração. 



O grupo que foi informado do objetivo do experimento (mesmo que falso) tiveram resultados muito superiores ao outro grupo. O que vemos neste caso é que as pessoas se sentem muito mais capazes de realizar suas atividades quando sabem aonde tem que chegar. Mais que isso, neste experimento, vemos que as pessoas tiveram abertura para participar do processo. Um incentivo a poderem influir no processo.

E isso me leva a segunda parte da definição de empreendedorismo. Ao empreendedor, não se restringe a sentir uma vontade incontrolável de fazer algo diferente. Ele faz isto, pois deseja expandir seu raio de segurança além. Não só para ele, mas para os outros que estão contigo. Porém, isso só pode ocorrer quando temos um ambiente onde as pessoas possuem este tipo de liberdade. Mais que isso, um ambiente onde as pessoas podem saber o significado daquilo que estão fazendo.


O que vemos neste TED é muito disso. Vemos que no mundo do conhecimento as pessoas buscam o significado daquilo que fazem. E este significado vai muito além destas pessoas serem mais produtivas. Isso porque, com este conhecimento, abrimos as portas para que se explorem novos territórios.

O que fica então é a pergunta: Por que o empreendedorismo está ligado a ser empresário? A minha experiência mostra que a maioria das empresas retira tanto o sentimento de significado como a liberdade das pessoas em experimentar seus caminhos. Criar sua própria empresa acaba sendo a única saída para que este desejo se sustente. Porém, muitas das pessoas que criam suas empresas, acabam caindo nesta mesma armadilha, e não criam o ambiente propício para que os outros tenham este mesmo sentimento.

Eu tenho visto o movimento Empreendedor cada vez mais forte no Brasil. Mas fica aqui a lição para que não caiamos nestas armadilhas. Que criemos empresas onde as pessoas possam ter este mesmo sentimento de liberdade e significado que impulsinaram quem começou a empreender.

Devemos registrar nossos erros

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Hoje eu estava assitindo este TED e uma coisa no discurso da Catarina me chamou a atenção. Foi com relação a como os inventores/cientistas de fundo de garagem tem o hábito de regitsrar tudo o que fazem na internet. Não pelo fato disso estar aberto, coisa que a comunidade de software já tem feito a um bom tempo. Mas muito mais pela parte do "tudo". Pois isto é algo que me chama muito a atenção.
Na apresentação ela deixa claro que estes caras não se restringiam a reportar o que deu certo, mas também aquilo que deu errado. Dessa forma, quem está começando já fica alertado de como evitar alguns erros comuns no caminho. Algo que é de grande valia, pois apenas reportar o que dá certo é extremamente restritivo. Tudo bem que essa abordagem indica o caminho mais seguro, mas coloca você dentro de amarras impedem de se experimentar novos caminhos. Conhecer caminhos errados te ajuda a explorar com menos medo estas alternativas.
O que me impressiona nisto é que falar sobre os caminhos que dão errado é bem raro. No meio acadêmico então,  isso é um imenso tabu. Lembro-me bem do Mestre Qui Gondim (meu orientador da graduação) dizendo que não se devia publicar falhas que não se conhece as correções. No mercado temos visto um movimento pra mudar um pouco o medo de se falar sobre os erros. Como tem feito o pessoal da FailCon. Mas ainda assim, é algo bem embrionário. A galera de código tem o StackOverflow funciona como uma imensa base de coisas que deram errado (e suas soluções). Mesmo assim, sinro falta de ver mais posts (ou mesmo livros) sobre caminhos errados.
Eu sei da existência dos "Livros Negros do XXX" e outros afins. Gosto muito deles, mas são poucos e estes buscam manter na fórmula de indicar caminhos certos (junto com os errados). Reforçando ainda mais que não devemos nos restringir apenas no caminho que já conhecemos. Nosso objetivo deve ser buscar um maior aprendizado, mesmo de experiências soltas. Afinal, como o Alê certa vez me disse : "Alguma informação ajuda mais que nenhuma informação.".

500 Miles

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Este post é a tradução do post original em português que pode ser acessado aqui.
This post is a translation from an original post, in portuguese, aimed for my fellows on the Brazilian Startup community. Keep that in mind while reading. 

I've spent a long time away from here. To be more precise, the last 3 months. But I have a noble reason for that, since I was taking park on the 500 Startups acceleration program as team member of Qual Canal. Here I'll try to pay my debt using words to describe a little how was such experience. I'll try to focus on which caught my eyes and other taboos from the Brazilian Startup community.

Fer, I and Terra suring one of the Demo Days

One of the many advantages of being on the Valley, is the proximity that you have on big companies. Reaching directly to big guys like Google, Facebook and Twitter (among others) is an unique opportunity to leverage your business. But, unlike many have though, it's not as easy to reach theses guys as ringing their door bells. Just like any other community, the secret lies on a very good recommendation to get to whom you want. The value of such network is very clear fro those in it. Nobody will forward you if no result will be achieved from that. Keeping fruitful meetings is an aim in the mind of all three parts of this task.

Even after you can get to a meeting, some other differences can be highlighted. I'm not talking about the informal way that the meetings take place. Me as a bermudista loved it. But I'm referring to the sincerity and practical way that Americans, specially people from the Valley, runs their conversations. This is very different from the Brazilian way of "smoothing" things. The conversation is very straight forward without wandering around on other things. If during the meeting something points out that the purpose is not going to be satisfied, it's just finished. It may seem rude at first, but is just the practical American way of doing business.

Another thing that caught my eye was the way investment happens. This is very much related to the fact that Americans are a very entrepreneur people, and this helps a lot on this subject. It's very common for the first source of money being the family of friends. Along with that, we have a wide network of investment funds and individual investors that are interested in new products. But, nothing is as easy as many stories tell. To get access to a single penny of these guys is a very tough job. Besides doing your homework (showing good numbers for market, team and traction) you must have a very good synergy with your investors. The focus is on the so called Smart Money. The one that comes from investors that will aggregate to the market that you are tackling.


Investment is one of the ways that 500 really put yourself above others. I myself already participated on other acceleration programs, but what i had there was unique, ever for american standards. For a start, its not only acceleration that is provided but also investment on each of the companies on the batch. This gives another vibration to the relationship, since the interest that your idea prospers is ever greater. During all the time we've been there we had a very close eye by the staff, making sure that we've met the right mentors and the right people to leverage our product.

500 also puts itself apart from others on the american market, and other funds, on how wide it spreads its investments. Most of the Americans believe that conquering their own territory must come before going after the global market. It's very understandable, but the fact that 500 goes after many different established markets around the world, not only allows a diversification of their investments but other benefits. One of them is the richness of experience among the batch mates. When you have the opportunity to meet new market and people that are on the top of what's happening in theirs countries, makes you feel like one of them also. This, summed up with the strong collaboration feeling that was kept during the whole program only increased the value added to the companies and the connections among them.

At last, as a coder, I expected that the Silicon Valley was all about technology, and the companies I would meet would reflect that. But, most of the companies on my batch was not focused on the technology they'd created, but the business they explored. Of course we had some companies with amazing technologies, like WayGoKickfolio and the guys from GazeMetrixs. But it's even more incredible to find companies that built great business innovating from email to tea.

It's very clear that summing up all that I learned on this experience in a single post is impossible. Mas here is what really caught my attention. If anybody wants to know anything else, just ask. Can be a comment or just a quick tweet.


500 Milhas

This post has an English version specially for my fellows from this 500 batch. Just go here.

Passei um tempo longe deste espaço. Mas exatamente, os últimos 3 meses. Mas a razão foi nobre, pois estava como parte da equipe do Qual Canal participando do programa de aceleração da 500 Startups. Tento então agor, pagar a minha dívidas em palavras, falando um pouco de como foi essa experiência. Em especial aquilo que quebrou alguns tabus que eu tinha e que vejo na comunidade de startups brasileira.

Fer, Eu e Terra destruindo nos Demo Days

Um dos principais valores que o Vale lhe proporciona é a proximidade com grandes empresas. Estabelecer contato direto com empresas como Google, Facebook, Twitter e outras é uma oportunidade única para alavancar seu negócio. Muitos acham que para se chegar em um cara desses é algo tão simples quanto tocar a campainha de seus escritórios. Assim como em outras comunidades o segredo é conseguir uma boa indicação para chegar até quem lhe interessa. Porém, o valor desta rede é muito apreciado por aqueles que fazem parte dela. Portanto, ninguém vai lhe indicar se não sentir que o que pode partir dali será visto com bons olhos.

Mesmo conseguindo um contato, algumas diferenças ainda se destacam. Não me refiro apenas ao clima informal dos encontros. Afinal, eu como bermudista sou mais que adepto desta linha. Mas também a sinceridade e praticidade presentes nas conversas. Isso difere muito do jeito brasileiro de tentar "amaciar" as coisas. A maior parte das conversas é bastante direto ao ponto, com as partes sempre apresentando o que pretendem sem rodeios. Se durante a conversa alguém vê que não tem futuro a conversa simplesmente é finalizada. Pode parecer grosseiro de início, mas é apenas o jeito prático do mundo dos negócios americano.

Um outro ponto de destaque do Vale é com relação ao acesso a investimento. Nisto, o fato dos americanos serem um povo muito bastante empreendedor facilita bastante. Sendo muito comum a primeira fonte de investimento vir da família e amigos. Além disso existe uma vasta rede de fundos e investidores individuais interessados em produtos nascentes. Porém, nada é tão fácil como parece. Tirar dinheiro desse pessoal não é nada fácil. Além de você ter que provar que fez um bom dever de casa (mostrando que tem mercado, tração e uma boa equipe) você tem que conseguir uma boa sinergia com seus investidores. O foco aqui é no chamado Dinheiro Inteligente, aquele que vem de investidores que vão agregar ao mercado que você está atacando.


E é no ponto do investimento que eu vejo a 500 como algo que se destaca no meio de tanta coisa diferente. Eu já participei de outros programas de aceleração, porém o que tivemos aqui foi algo único mesmo para os padrões americanos. De início, temos uma abordagem que inclui não só aceleração como também investimento em cada uma das empresas que estão participando do programa. Isso faz com que o clima de parceria seja potencializado e o interesse que sua idéia dê certo seja ainda maior. Ao longo de todos os meses tivemos sempre um acompanhamento de perto para que tivéssemos encontros com os mentores certos e as pessoas certas para que nosso produto fosse cada vez mais alavancado.

Outro diferencial está que a 500 investe fora do mercado americano, algo bem distinto dos outros fundos de fora. Isso por que a maior parte dos americanos acreditam que a conquista de um mercado global deve sempre começar pelo seu próprio terreno. É compreensível, mas o que a 500 permite uma maior diversificação dos mercados de investimento, em especial grandes mercados já estabelecidos. Junto com isso, também temos uma grande riqueza de experiência aos participantes do programa. Ao conhecer mercados e pessoas que estão na crista da onda faz você sentir como um deles. Isso, somado ao forte clima de colaboração que se manteve durante todo o programa só alavancou empresas e as conexões entre elas.

Por fim, um outro grande ponto do Vale do Silício é a tecnologia que gira em torno das empresas daqui. Porém, supreende a quem chega que a maior parte das em das empresas deste último batch não tem o foco na tecnologia criada, mas sim no negócio sendo explorado. É claro que tivemos empresas com tecnologias que chamaram a atenção como o WayGo, Kickfolio e a galera do GazeMetrixs. Mas é mais incível ver grandes negócios vindo de pessoas que inovam desde o email até a venda de chá.

Com certeza é impossível resumir em apenas um post tudo que rolou de aprendizado. Mas fica aí o que mais se destacou na minha mente. Mas se alguém quiser saber mais é só me perguntar seja nos comentários ou no twitter.

Comunidade é bônus

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A algumas semanas atrás meu amigo Coisa Estranha falou sobre a sua tristeza de ver algumas comunidades não florecerem. O comentário dele é um complemento ao que o Henrique Bastosdisse certa vez sobre o mesmo assunto. Eu queria colocar um pouquinho da minha opinião sobre o assunto.

Acho que qualquer pessoa que tenha caído neste texto vai concordar que as comunidades são, em sua maioria benéficas. Considero como auto-evidente que elas trazem grande crescimento e força para quem faz parte e colabora com o ecossistema. Afinal, se uma comunidade não lhe faz bem, você está sempre livre para deixá-la.

Independente dos benefícios, as comunidades tem objetivos. Muitas vezes eles não são claros, outras vezes são bem estabelecidos. Mas o fato é que eles são o resultado dos objetivos pessoais de cada um que faz parte da comunidade. Estes podem ser distintos, mas para que o conceito de grupo exista, devem convergir.

É nesse ponto que eu vejo muitos sentirem-se desanimados com "suas comunidades". Muitos começam com objetivos de aprendizado e crescimento. Mas com o tempo, eles transferem estes objetivos aos demais. Isso acontece muito com quem toma a frente destes grupos. Mas ao meu ver, a maior causa é quando os objetivos param de convergir.


Vou contar sobre algo que aconteceu no #dojoBrasilia. Por muito tempo tivemos um grupo bem forte que se encontrava com bastante frequencia. Mas existiram períodos em que, quando nenhum dos caras mais frequentes tomava a frente, não ocorria os dojos. Víamos diversas mensagens na lista de emails, mas nenhuma ação no mundo real. Isso me faz repensar o meu obejtivo do dojo.

Foi dessa experiência que eu tirei uma boa lição. No caso do dojo, meu principal objetivo era codificar com a galera. Mas quando eu vi que isso podia não ocorrer, mudei meu objetivo. Hoje, eu vou disposto a ter 2h da minha semana gastos em brincar com código. Caso tenha mais gente, ótimo. Senão, terei uma boa experiência do mesmo jeito.

Dessa forma, a comunidade é um grande bônus, mas nunca uma vulnerabilidade.